Cérebro apodrecendo por redes sociais? Entenda o fenômeno “brain rot”

‘Cérebro podre’: entenda o que é ‘brain rot’, expressão do ano eleita pelo Dicionário Oxford A expressão do ano é “brain rot” (“cérebro podre” ou “podridão cerebral”, em inglês), definiu o Dicionário Oxford, nesta segunda-feira (2). Foram simplesmente 130.000 buscas por esse verbete ao longo de 2024. Termo criado para ilustrar o “vício em internet” está causando preocupação em pesquisadores e médicos, especialmente aqueles que tratam crianças e jovens que passam longas horas stalkeando as redes. Brainrot, termo que apareceu na internet em 2007 para ilustrar os efeitos do uso prolongado dos meios interativos, está causando preocupação em pesquisadores e médicos, especialmente aaqueles que tratam crianças e jovens que passam longas horas stalkeando as redes sociais. A preocupação ocorre porque muitos dos “hard users” das redes sociais se simpatizam com o termo, que pode ser traduzido como “cérebro podre”. Em longa reportagem, o jornal estadunidense The New York Times revela que muitas pessoas demonstram orgulho de sua “podridão” mental, causada pela exposição contínua a conteúdos fúteis nas redes. Segundo o jornal, o debate online sobre a podridão cerebral tornou-se tão difundido que alguns utilizadores das redes sociais começaram a criar paródias de pessoas que parecem encarnar a “doença”, que foi traduzida no Tik Tok com frases como “ela tem energia de golden retriever”, uma gíria que descreve alguém que dá a impressão de ser legal, boba ou inofensiva. Vício na internet No entanto, o aumento da popularidade do “brainrot”, o cérebro podre, está ligado ao crescente reconhecimento de uma doença que os investigadores do Hospital Infantil de Boston apelidaram de “uso problemático de meios interativos”. Michael Rich, pediatra que fundou o Laboratório de Bem-Estar Digital do hospital, disse que seus pacientes se referem à “podridão cerebral” como “uma forma de descrever o que acontece quando você passa muito tempo na Internet e transfere sua consciência para a Internet”. Segundo ele, muitos de seus pacientes parecem considerar a podridão cerebral uma medalha de honra. Alguns até competem por mais tempo de tela, assim como competem por pontuações mais altas em videogames. O Newport Institute, um centro de tratamento de saúde mental para jovens adultos, começou recentemente a recrutar pessoas que sofrem de podridão cerebral. No seu site, o instituto incentiva os pais cujos filhos sofrem de “vício digital” a considerarem planos de tratamento. Para Rich e especialistas do Laboratório de Bem-Estar Digital do Hospital Infantil de Boston, a podridão cerebral não é tanto um vício em Internet, mas um mecanismo de enfrentamento para pessoas que podem ter outros distúrbios subjacentes que os levam a ficar entorpecidos com a navegação estúpida nas redes sociais ou com uma navegação excessivamente longa. “A Internet e os jogos são usados, por exemplo, por crianças com TDAH que passam o dia na escola sentindo que não conseguem acompanhar, que não conseguem acompanhar o que está acontecendo, não só na sala de aula, mas no playground”, diz Rich. “Demonizar o telefone e as redes sociais simplesmente não é realista hoje em dia”, disse Leena Mathai, estudante do ensino médio em Basking Ridge, Nova Jersey, que também é conselheira estudantil do Laboratório de Bem-Estar Digital. “Dizer às crianças: ‘Oh, você está melhor sem seu telefone’, ou tentar fazê-las se sentirem mal por quererem usar o celular não é a melhor maneira de abordar a situação, porque isso só faz as pessoas quererem fazer mais”. “Usamos nossos telefones para nos anestesiar”, acrescentou. “Eu sei que é muito errado e as pessoas sempre ficam surpresas com esse comentário, mas é verdade.” fonte:https://www.infomoney.com.br/saude/cerebro-apodrecido-e-a-palavra-do-ano-segundo-oxford-mas-ela-quer-dizer/
Depressão nos homens: entenda por que os sintomas podem ser diferentes dos das mulheres

Depressão nos homens: entenda por que os sintomas podem ser diferentes dos das mulheres Em vez de expressarem tristeza ou chorarem, os homens podem se tornar mais reservados ou iritados, o que pode dificultar o diagnóstico As mulheres são diagnosticadas com depressão duas vezes mais que os homens. Há uma suspeita de que isto se deve em parte ao fato de a doença se manifestar de forma diferente entre eles e, portanto, ser menos frequentemente reconhecida. O fato de a doença muitas vezes só ser reconhecida tardiamente ou, por vezes, nem sequer ser reconhecida é apenas um dos desafios da depressão nos homens. Além disso, os homens são menos propensos a procurar ajuda e mais propensos a abandonar a terapia. Sintomas de depressão em homens De acordo com a Classificação Internacional de Doenças CID-11, os principais sintomas de um episódio depressivo são falta de interesse e humor deprimido quase todos os dias durante pelo menos duas semanas. As pessoas afetadas também costumam ter sentimentos de culpa ou sentir-se inúteis e sem esperança. Perda de apetite e problemas para dormir também podem ocorrer. Nas últimas décadas, contudo, tornou-se cada vez mais claro que a depressão se manifesta de forma diferente em mulheres e homens que estes reagem a ela de forma diferente. As mulheres muitas vezes apresentam os chamados sintomas internalizantes, como humor deprimido, exaustão, sentimentos de culpa ou ruminação constante. Já os homens mais provável que apresentem os chamados sintomas externalizantes, como irritabilidade, raiva, agressão, comportamento de risco e abuso de substâncias. Isto corresponde aos resultados de uma meta-análise em que uma equipe de investigação australiana avaliou 32 estudos sobre o tema. De acordo com a investigação, homens afetados são mais propensos a abusar de álcool ou drogas, estão mais dispostos a correr riscos e têm menos controle dos impulsos. Nas mulheres, contudo, a depressão é mais frequentemente acompanhada por humor deprimido, perda de apetite, alterações de peso e distúrbios do sono. Na pesquisa em língua inglesa, o termo “depressão masculina” foi agora estabelecido para a forma de depressão com sintomas tipicamente masculinos, como raiva ou aumento do consumo de álcool. No entanto, isto não parece ocorrer em todos os homens afetados. De acordo com um estudo, a depressão masculina ocorre em pouco mais de um terço das pessoas afetadas. Cerca de quatro em cada dez homens deprimidos apresentam sintomas externalizantes e internalizantes. Em outros, a doença manifesta-se através dos sinais conhecidos e “típicos”. Por que os homens apresentam diferentes sintomas de depressão? Os pesquisadores ainda não encontraram uma resposta clara para a questão de por que a depressão se manifesta de maneira diferente em alguns homens. Mas uma ideia está relacionada com modelos de comportamento. Isso se refere ao clichê de que os homens são fortes, não demonstram fraquezas ou dores e podem fazer tudo sozinhos. Além disso, existem outras características associadas, como dominância, independência, emotividade limitada, evitação da feminilidade e disposição para assumir risco. Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/depressao-nos-homens-entenda-por-que-os-sintomas-podem-ser-diferentes-dos-das-mulheres/
Estudo revela o que está envolvido na manifestação do autismo em crianças

Estudo revela o que está envolvido na manifestação do autismo em crianças Descoberta pode abrir o caminho para a detecção precoce e o surgimento de medicamentos capazes de controlar os sintomas Cientistas fizeram um avanço na compreensão do autismo infantil. A descoberta lança luz sobre um pequeno número de vias bioquímicas envolvidas na manifestação do transtorno e pode ajudar a informar estratégias de detecção precoce no futuro. O Transtornos do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por algum grau de dificuldade de interação social e comunicação, afetando cerca de uma em cada 100 crianças no mundo todo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Há muitas causas potenciais para o TEA, que incluem fatores ambientais e genéticos. No entanto, ainda se sabe muito pouco sobre os mecanismos bioquímicos que fundamentam a condição. Ao nascer, a aparência física e o comportamento de uma criança que manifestará sintomas autismo nos próximos anos são indistinguíveis dos de uma criança neurotípica. De fato, na maioria dos casos, o destino da criança com relação ao autismo não é definido no nascimento. “Estamos começando a aprender sobre a dinâmica que regula a transição do risco para o aparecimento real dos primeiros sintomas dos transtornos do espectro autista”, disse, em um comunicado, Robert Naviaux, professor dos Departamentos de Medicina, Pediatria e Patologia da Faculdade de Medicina da UC San Diego, nos EUA. Segundo ele, o diagnóstico precoce abre a possibilidade de intervenção precoce e “ótimos resultados”. Um fator-chave nessas dinâmicas parecem ser as mudanças no metabolismo — a complexa rede de reações bioquímicas que ocorrem dentro dos corpos. De acordo com o pesquisador comportamento e metabolismo estão ligados, sendo impossível pode separá-los. “Metabolismo é a linguagem que o cérebro, o intestino e o sistema imunológico usam para se comunicar, e o autismo ocorre quando a comunicação entre esses sistemas é alterada”, disse ele. Detalhes do estudo No estudo, publicado no periódico Nature Communications Biology, Naviaux e sua equipe estudaram dois grupos de crianças: recém-nascidos, nos quais o autismo não pode ser detectado; e crianças de 5 anos, algumas das quais foram diagnosticadas com autismo. Ao comparar os perfis metabólicos das crianças no segundo grupo, os pesquisadores encontraram uma diferença marcante entre crianças neurotípicas e aquelas que foram diagnosticadas com autismo. Das 50 vias bioquímicas analisadas, apenas 14 foram responsáveis por 80% do impacto metabólico do autismo. Em particular, estas incluíam vias envolvidas na regulação de como as células respondem ao estresse ou lesão. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que, em crianças com autismo, essas vias de estresse são desligadas de forma menos eficaz, resultando em uma sensibilidade aumentada a estímulos ambientais. Ao melhorar a compreensão da bioquímica dessas condições, os pesquisadores esperam que seja possível desenvolver medicamentos para atingir essas vias e controlar de forma mais eficaz os sintomas do autismo. Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/estudo-revela-o-que-esta-envolvido-na-manifestacao-do-autismo-em-criancas/
Dicas para cuidar da saúde mental e emocional durante o ano

Dicas para cuidar da saúde mental e emocional durante o ano No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 86% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, como fobias, depressão, transtornos de ansiedade e personalidade, entre outros. Confira as dicas de como cuidar das emoções, comportamentos e da qualidade das suas relações afetivas: 1. Tire um tempo para vocêEm meio aos compromissos da rotina, é importante parar para respirar. Relaxe e separe um momento do seu dia para fazer algo que você gosta: assistir uma série, fazer uma caminhada, ler um bom livro, dançar. O importante é que a atividade seja prazerosa.2. Busque o equilíbrioTente manter uma organização na realização das tarefas de aula e trabalho, equilibrando as responsabilidades com as atividades de lazer e descanso. Utilizar plataformas de organização e métodos de gestão do tempo podem te ajudar.3. Cuide do corpoPraticar atividades físicas ajuda na liberação de substâncias no organismo que causam as sensações de bem-estar, conforto e melhoram o humor, além de fazer bem à saúde. Lembre-se de dormir bem para descansar o corpo e a mente, além de se hidratar e manter uma alimentação equilibrada. Antes de dormir, evite usar o celular e aparelhos eletrônicos para ter uma noite mais tranquila.4. Mantenha boas relaçõesBusque estar próximo das pessoas que você ama e te fazem bem, como família, amigos e amigas, mesmo que virtualmente. Os bons relacionamentos são fundamentais para a saúde mental e ajudam a fazer com que a vida tenha sentido.5. Procure ajudaPreste atenção em você. Se estiver com dificuldades em lidar com as suas emoções, com a realidade desse momento ou com frustrações, procure uma ajuda profissional. Existem diferentes alternativas de profissionais e serviços de psicologia que podem lhe auxiliar a lidar com os momentos difíceis da vida. Lembre-se que é importante falar sobre saúde mental de janeiro a janeiro.
Hábitos que podem melhorar a sua saúde mental

Hábitos que podem melhorar a sua saúde mental A gente sabe que cuidar da saúde do corpo é essencial, mas tão importante quanto manter um corpo sadio, é estar em dia com a saúde mental. O setembro amarelo é uma campanha cujo foco está na conscientização sobre o bem-estar mental e de prevenção ao suicídio, além de combater o preconceito contra os transtornos psicológicos. Por isso, aqui vão 8 hábitos para passar a praticar nesse mês e manter a cabeça tão saudável quanto o corpo todo! 1. Exercite-se regularmenteO exercício físico é excelente para manter o corpo saudável, mas a mente também sofre as influências positivas deste hábito! Isso porque se exercitar faz com que o cérebro libere hormônios como a endorfina e a dopamina, relacionadas ao bem-estar, alegria e bom humor. Se você não é chegado à academia, pratique um exercício ao ar livre, como caminhadas, ou aeróbicos, como dançar. 2. Mantenha uma alimentação saudávelSe alimentar com saúde faz bem para o corpo, para o coração e para a mente também. Comer frutas, verduras, legumes e tomar bastante água gera, a médio e longo prazo, a sensação de bem-estar e felicidade. Além disso, alguns alimentos ajudam a tratar a ansiedade, o estresse e até mesmo a depressão. 3. Durma bem todas as noitesBoas noites de sono são essenciais para manter corpo e mente sãos. Dormir mal significa acumular cansaço, fadiga e… Mau humor. Para uma noite de sono que garanta bem-estar é necessário dormir de 7h a 9h. Em raras exceções o tempo pode ser maior, mas não muito, já que o excesso de sono pode indicar problemas de saúde. 4. Medite sempre que puder A meditação tem efeitos positivos cientificamente comprovados sob o bem-estar mental: combate a ansiedade, o estresse e ajuda a lidar melhor com as emoções. Não sabe meditar ou nunca fez isso na vida? Tente opções de meditação guiada em plataformas digitais na internet. Muitas pessoas também procuram a natureza e lugares como campos, jardins, cachoeiras ou praias para uma meditação mais relaxante. 5. Converse com alguémComo seres humanos são sociáveis, é sempre bom ter alguém para conversar. Fazer amigos e conversar é saudável para a mente, melhorando o humor. No seu tempo livre, procure os amigos, saia para bater papo e conversar sobre assuntos que te interessem e façam você se sentir à vontade. 6. Turbine sua vida sexualEstudos comprovam que ter uma boa vida sexual melhora a autoestima e faz bem ao humor. Isso porque, na hora do sexo, são liberados diversos hormônios, como a endorfina, que potencializa o bem-estar. O sexo ainda melhora o funcionamento dos músculos e combate o estresse. 7. Desligue o celularAlgumas pesquisas recentes revelam que o excesso de contato com a tecnologia deixa as pessoas mais doentes e deprimidas, além de muitas vezes nos distanciar de pessoas e hábitos que realmente importam. Realize um “detox” das redes algumas horas por dia e use-as em um outro hábito, como ler um livro ou praticar um esporte, por exemplo. fonte: https://www.conquistesuavida.com.br/noticia/setembro-amarelo-8-bons-habitos-que-ajudam-a-melhorar-a-saude-mental_a10904/1