Distimia: conheça os sinais desse transtorno mental que afeta milhões de brasileiros

Distimia: conheça os sinais desse transtorno mental que afeta milhões de brasileiros A distimia é muito estressante para as pessoas afetadas, principalmente porque dura pelo menos dois anos A distimia refere-se a um estado depressivo crônico, em que as pessoas com essa condição sofrem de um humor persistente, triste e deprimido e de perda de alegria e entusiasmo. A Universidade John Hopkins Medicine descreve o transtorno como “uma forma leve, mas duradoura de depressão”; também é conhecida como transtorno depressivo persistente. No entanto, ao contrário da depressão clássica, o curso dos sintomas da distimia não se limita a semanas ou meses; pelo contrário, é uma condição que dura anos se não for tratada. De acordo com a Abrata (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos) entre 5 e 11 milhões de brasileiros vivem com esse transtorno. O principal sintoma da distimia é o mau humor, que muitas vezes pode ser considerado como uma característica da personalidade, tornando difícil o diagnóstico correto. Outros sintomas de distimia exaustão tristeza reclamações constantes sentimentos de inadequação insônia ou sono excessivo apetite baixo ou excessivo falta de energia fadiga baixa autoconfiança dificuldade de concentração dificuldade em tomar decisões desesperança Quais as causas da distimia? Uma explicação amplamente aceita para o desenvolvimento da distimia é o chamado modelo vulnerabilidade-estresse. Isso explica a gênese dos transtornos mentais através da combinação da vulnerabilidade de uma pessoa e dos eventos estressantes que ela vivencia. Com base no modelo vulnerabilidade-estresse, os fatores neurobiológicos-psicossociais são entendidos como causas da distimia. Uma disposição genética, traços de personalidade, aspectos físicos, e estresse psicossocial (por exemplo, eventos estressantes da vida) afetam o sistema neurotransmissor (sistema de substâncias mensageiras no cérebro) e podem levar aos sintomas depressivos da distimia. Tratamento para distimia Estudos demonstraram que o uso de antidepressivos é eficaz no tratamento da distimia, mas a combinação de medicamentos e de psicoterapia tende a apresentar melhores resultados. Vários métodos de psicoterapia podem ser usados para tratar a distimia. Em estudos, a psicoterapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia interpessoal conseguiram levar a uma melhoria significativa das pessoas afetadas. Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/distimia-conheca-os-sinais-desse-transtorno-mental-que-afeta-milhoes-de-brasileiros/
Depressão nos homens: entenda por que os sintomas podem ser diferentes dos das mulheres

Depressão nos homens: entenda por que os sintomas podem ser diferentes dos das mulheres Em vez de expressarem tristeza ou chorarem, os homens podem se tornar mais reservados ou iritados, o que pode dificultar o diagnóstico As mulheres são diagnosticadas com depressão duas vezes mais que os homens. Há uma suspeita de que isto se deve em parte ao fato de a doença se manifestar de forma diferente entre eles e, portanto, ser menos frequentemente reconhecida. O fato de a doença muitas vezes só ser reconhecida tardiamente ou, por vezes, nem sequer ser reconhecida é apenas um dos desafios da depressão nos homens. Além disso, os homens são menos propensos a procurar ajuda e mais propensos a abandonar a terapia. Sintomas de depressão em homens De acordo com a Classificação Internacional de Doenças CID-11, os principais sintomas de um episódio depressivo são falta de interesse e humor deprimido quase todos os dias durante pelo menos duas semanas. As pessoas afetadas também costumam ter sentimentos de culpa ou sentir-se inúteis e sem esperança. Perda de apetite e problemas para dormir também podem ocorrer. Nas últimas décadas, contudo, tornou-se cada vez mais claro que a depressão se manifesta de forma diferente em mulheres e homens que estes reagem a ela de forma diferente. As mulheres muitas vezes apresentam os chamados sintomas internalizantes, como humor deprimido, exaustão, sentimentos de culpa ou ruminação constante. Já os homens mais provável que apresentem os chamados sintomas externalizantes, como irritabilidade, raiva, agressão, comportamento de risco e abuso de substâncias. Isto corresponde aos resultados de uma meta-análise em que uma equipe de investigação australiana avaliou 32 estudos sobre o tema. De acordo com a investigação, homens afetados são mais propensos a abusar de álcool ou drogas, estão mais dispostos a correr riscos e têm menos controle dos impulsos. Nas mulheres, contudo, a depressão é mais frequentemente acompanhada por humor deprimido, perda de apetite, alterações de peso e distúrbios do sono. Na pesquisa em língua inglesa, o termo “depressão masculina” foi agora estabelecido para a forma de depressão com sintomas tipicamente masculinos, como raiva ou aumento do consumo de álcool. No entanto, isto não parece ocorrer em todos os homens afetados. De acordo com um estudo, a depressão masculina ocorre em pouco mais de um terço das pessoas afetadas. Cerca de quatro em cada dez homens deprimidos apresentam sintomas externalizantes e internalizantes. Em outros, a doença manifesta-se através dos sinais conhecidos e “típicos”. Por que os homens apresentam diferentes sintomas de depressão? Os pesquisadores ainda não encontraram uma resposta clara para a questão de por que a depressão se manifesta de maneira diferente em alguns homens. Mas uma ideia está relacionada com modelos de comportamento. Isso se refere ao clichê de que os homens são fortes, não demonstram fraquezas ou dores e podem fazer tudo sozinhos. Além disso, existem outras características associadas, como dominância, independência, emotividade limitada, evitação da feminilidade e disposição para assumir risco. Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/depressao-nos-homens-entenda-por-que-os-sintomas-podem-ser-diferentes-dos-das-mulheres/
Estudo revela o que está envolvido na manifestação do autismo em crianças

Estudo revela o que está envolvido na manifestação do autismo em crianças Descoberta pode abrir o caminho para a detecção precoce e o surgimento de medicamentos capazes de controlar os sintomas Cientistas fizeram um avanço na compreensão do autismo infantil. A descoberta lança luz sobre um pequeno número de vias bioquímicas envolvidas na manifestação do transtorno e pode ajudar a informar estratégias de detecção precoce no futuro. O Transtornos do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por algum grau de dificuldade de interação social e comunicação, afetando cerca de uma em cada 100 crianças no mundo todo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Há muitas causas potenciais para o TEA, que incluem fatores ambientais e genéticos. No entanto, ainda se sabe muito pouco sobre os mecanismos bioquímicos que fundamentam a condição. Ao nascer, a aparência física e o comportamento de uma criança que manifestará sintomas autismo nos próximos anos são indistinguíveis dos de uma criança neurotípica. De fato, na maioria dos casos, o destino da criança com relação ao autismo não é definido no nascimento. “Estamos começando a aprender sobre a dinâmica que regula a transição do risco para o aparecimento real dos primeiros sintomas dos transtornos do espectro autista”, disse, em um comunicado, Robert Naviaux, professor dos Departamentos de Medicina, Pediatria e Patologia da Faculdade de Medicina da UC San Diego, nos EUA. Segundo ele, o diagnóstico precoce abre a possibilidade de intervenção precoce e “ótimos resultados”. Um fator-chave nessas dinâmicas parecem ser as mudanças no metabolismo — a complexa rede de reações bioquímicas que ocorrem dentro dos corpos. De acordo com o pesquisador comportamento e metabolismo estão ligados, sendo impossível pode separá-los. “Metabolismo é a linguagem que o cérebro, o intestino e o sistema imunológico usam para se comunicar, e o autismo ocorre quando a comunicação entre esses sistemas é alterada”, disse ele. Detalhes do estudo No estudo, publicado no periódico Nature Communications Biology, Naviaux e sua equipe estudaram dois grupos de crianças: recém-nascidos, nos quais o autismo não pode ser detectado; e crianças de 5 anos, algumas das quais foram diagnosticadas com autismo. Ao comparar os perfis metabólicos das crianças no segundo grupo, os pesquisadores encontraram uma diferença marcante entre crianças neurotípicas e aquelas que foram diagnosticadas com autismo. Das 50 vias bioquímicas analisadas, apenas 14 foram responsáveis por 80% do impacto metabólico do autismo. Em particular, estas incluíam vias envolvidas na regulação de como as células respondem ao estresse ou lesão. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que, em crianças com autismo, essas vias de estresse são desligadas de forma menos eficaz, resultando em uma sensibilidade aumentada a estímulos ambientais. Ao melhorar a compreensão da bioquímica dessas condições, os pesquisadores esperam que seja possível desenvolver medicamentos para atingir essas vias e controlar de forma mais eficaz os sintomas do autismo. Fonte: https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/estudo-revela-o-que-esta-envolvido-na-manifestacao-do-autismo-em-criancas/
Síndrome de Burnout

Síndrome de Burnout Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior. A Síndrome de Burnout também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidades suficientes para os cumprir. Essa síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e por isso é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas. Sintomas A Síndrome de Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas. O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença. Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são: Cansaço excessivo, físico e mental; Dor de cabeça frequente; Alterações no apetite; Insônia; Dificuldades de concentração; Sentimentos de fracasso e insegurança; Negatividade constante; Sentimentos de derrota e desesperança; Sentimentos de incompetência; Alterações repentinas de humor; Isolamento; Fadiga. Pressão alta. Dores musculares. Problemas gastrointestinais. Alteração nos batimentos cardíacos. Normalmente esses sintomas surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro. Para evitar problemas mais sérios e complicações da doença, é fundamental buscar apoio profissional assim que notar qualquer sinal. Pode ser algo passageiro, como pode ser o início da Síndrome de Burnout. Diagnóstico O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feita por profissional especialista após análise clínica do paciente. O psiquiatra e o psicológo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso. Muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo. Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando a pessoa a reconhecer sinais de que precisa de ajuda. No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso. Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a RAPS, são os locais mais indicados. Tratamento O tratamento da Síndrome de Burnout é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). O tratamento normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso. Mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença. Após diagnóstico médico, é fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas – amigos, familiares, cônjuges, etc. Sinais de piora: Os sinais de piora do Síndrome de Burnout surgem quando a pessoa não segue o tratamento adequado. Com isso, os sintomas se agravam e incluem perda total da motivação e distúrbios gastrointestinais. Nos casos mais graves, a pessoa pode desenvolver uma depressão, que muitas vezes pode ser indicativo de internação para avaliação detalhada e possíveis intervenções médicas. Prevenção A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégicas que diminuam o estresse e a pressão no trabalho. Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar sinais e sintomas logo no início. As principais formas de prevenir a Síndrome de Burnout são: Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal; Participe de atividades de lazer com amigos e familiares; Faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema; Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros; Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo; Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc; Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental; Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica. Outra conduta muito recomendada para prevenir a Síndrome de Burnout é descansar adequadamente, com boa noite de sono (pelo menos 8h diárias). É fundamental manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas.
Transtorno de Personalidade Boderline

Transtorno de Personalidade Boderline O que é o Transtorno de Personalidade Boderline? O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é considerado um transtorno da personalidade, ou seja, a interação entre um temperamento vulnerável na infância, com instabilidade emocional, maior necessidade de afeto, apego, ansiedade de separação e impulsividade, com um ambiente no qual essas necessidades básicas não foram atendidas (abandono, negligência, falta de afeto, instabilidade emocional, financeira, familiar e agressividade). Como consequência dessa interação entre o temperamento e o ambiente, se desenvolve uma personalidade que se caracteriza por: 1) Instabilidade nos relacionamentos interpessoais, com alternância entre extremos de idealização e desvalorização, apego intenso nas relações interpessoais e íntimas. 2) Instabilidade afetiva, com oscilações do humor, crises de raiva ou episódios depressivos intercalados com momentos breves de melhora do humor. 3) Impulsividade acentuada, com dificuldade do auto-controle, atos intempestivos, exposição a riscos, abuso de substâncias. 4) Déficits na Identidade com prejuízos na auto-imagem, auto-estima, sensação crônica de vazio, falta de sentido e despersonalização. Devido as essas características, pessoas com o transtorno de personalidade borderline podem apresentar comportamentos destrutivos, impulsivos, descontrole da raiva, idéias paranóides, medo irracional de abandono, rejeição e críticas, e têm uma imagem negativa distorcida de si mesmas, dos outros e do mundo. Como é o tratamento para o TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BODERLINE? O tratamento do TPB inclui, incialmente, medicações que regulam a instabilidade do humor, os sintomas de ansiedade, a irritabilidade e impulsividade. A psicoedução sobre o transtorno durante as sessões com o psiquiatra e/ou sessões específicas de terapias desenvolvidas exclusivamente para o transtorno, como a psicoterapia do esquema, a terapia dialética comportamental e a terapia da mentalização, complementam o tratamento clínico de maneira eficaz. Com apoio e tratamento adequados o transtorno de personalidade borderline apresenta uma melhora significativa, com possibilidade de cura após um tratamento bem sucedido.
Tratamento para Dependentes

Tratamento para Dependentes O tratamento para dependentes deve ser feito em uma clínica especializada no segmento para que o paciente tenha acesso a uma estrutura completa de atendimento. As clínicas atendem pacientes com dependência em drogas e álcool e que desejam se tratar de forma eficiente e segura, com o acompanhamento de profissionais especializados no assunto. O tratamento para dependentes deve ser individual e personalizado para cada paciente, para que os profissionais consigam identificar quais são os métodos que devem ser utilizados de forma adequada. Dessa forma, o paciente consegue ter uma melhora na qualidade de vida, saúde e bem-estar, realizando o tratamento adequado e específico para tratar o vício na dependência de drogas ou bebida alcoólica. Na Clínica Médica Assis, jovens, adultos e idosos encontram atendimento especializado para tratamento para dependentes e cada paciente é tratado com respeito, atenção, dedicação e carinho. Saiba mais sobre tratamento para dependentes Na Clínica Médica Assis você encontra a solução que busca ao se tratar de serviços na área da saúde mental para crianças, adolescentes, adultos e idosos. A clínica tem mais de 16 anos de experiência e oferece um serviço de qualidade diferenciada ao paciente psiquiátrico em regime ambulatorial. A Clínica Médica Assis atende em São Paulo e Mogi das Cruzes com profissionais especializados, que se atualizam constantemente e participam dos principais congressos psiquiátricos no Brasil e no exterior. Ficou interessado(a) em saber mais sobre os atendimentos e tratamentos da Clínica Médica Assis? Fale com a equipe especializada da empresa para esclarecer todas as suas dúvidas com os profissionais.
Uso da Cetamina na Psiquiatria

O que é cetamina? A cetamina é um medicamento que foi desenvolvido em 1962 para anestesia. É um medicamento bastante utilizado na medicina moderna, e está na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial de Saúde. Ela tem uma variedade de usos médicos e é aprovada pela FDA e ANVISA como um anestésico. Já para depressão seu uso ainda é offlabel. Isto é, apesar da evidência científica comprobatória em relação a segurança e eficácia do fármaco para depressão, esta indicação ainda não é prevista em bula. Contudo, no primeiro semestre de 2019, o órgão regulador americano (FDA) aprovou a sua versão intranasal, o isômero escetamina, para depressão refratária. A cetamina tem um histórico notavelmente seguro em ambientes cirúrgicos, e é frequentemente utilizada em cirurgia pediátrica. Também é comumente utilizada para tratar a dor física intensa e crônica. O Exército dos EUA tem usado a cetamina como anestésico no campo de batalha desde a Guerra do Vietnã. Ela também é usada em medicina veterinária. Da mesma maneira que muitos outros medicamentos essenciais , a cetamina é roubada de fornecedores e farmácias para ser abusada para fins recreativos. A cetamina pode ser útil para quais transtornos psiquiátricos? Depressão maior, depressão bipolar e transtorno do estresse pós traumático são os transtornos para os quais há mais evidência científica. Ela também pode aliviar sintomas de TOC e de ansiedade generalizada, mas os dados ainda não são conclusivos em relação a isso. Além disso, ela tem sido usada para analgesia em casos de dor crônica. Quando a cetamina é indicada para depressão? Ela é indicada para pessoas que não respondem bem ao tratamento convencional; para pessoas que não toleram o tratamento convencional; e para os que apresentam ideação suicida e risco de suicídio. Qual a taxa de sucesso? Cerca de 70% das pessoas com depressão maior ou bipolar que não respondem bem ao tratamento convencional, melhoram com o tratamento com infusões de cetamina. Demora quanto tempo para fazer efeito? Boa parte das pessoas melhoram já nas primeiras 24 horas após a primeira infusão. No entanto, podem ser necessárias infusões adicionais para a pessoa melhorar ou sentir o efeito máximo do tratamento. De qualquer maneira, em duas a três semanas no máximo, já é possível concluir sobre a eficácia do tratamento. Como a Cetamina age no cérebro? Para entender como a Cetamina age, é preciso antes entender como a depressão afeta o cérebro. Existem muitos fatores envolvidos no surgimento da depressão, entre eles alterações inflamatórias e químicas. Nos pacientes deprimidos, neurotransmissores como a serotonina e a noradrenalina (responsáveis por funções importantes como na regulação da dor, do sono e do humor) não são produzidos em quantidades suficientes para o bom equilíbrio químico cerebral, e agentes inflamatórios atuam prejudicando o bom funcionamento cerebral. Assim, toda a rede de sinapses neuronais, ou seja, a comunicação entre os neurônios, fica gravemente danificada. A Cetamina age na regulação de glutamato, um aminoácido presente no cérebro, e estimulando a formação de novas conexões entre os neurônios, restaurando circuitos cerebrais que estão muito prejudicados em casos de depressão grave. Assim, ela tem um importante papel no reparo e reconstrução de circuitos cerebrais, aumentando o número de sinapses e, consequentemente, a capacidade de comunicação entre os neurônios. Ou seja, diferentemente dos antidepressivos convencionais , que somente aumentam a disponibilidade de substâncias para a comunicação neuronal, a Cetamina acaba agindo como um auxiliar na “reconstrução da ponte entre esses neurônios”, promovendo o restabelecimento de uma comunicação cerebral fluida. O tratamento com cetamina é simples, indolor e seguro. O paciente deve ser encaminhado para o tratamento pelo seu psiquiatra. Antes do início do tratamento de fato, os casos são discutidos pela nossa equipe médica com o psiquiatra que acompanha o paciente. Quanto às aplicações, estão previstas, em média, de 8 a 12 aplicações na fase aguda, administradas 1 ou 2 vezes por semana, sob a supervisão de médico psiquiatra e de equipe de enfermagem especializada. Cada sessão dura entre 60 e 90 minutos desde a chegada do paciente, aplicação do tratamento e saída. Havendo boa melhora com o tratamento, a necessidade de tratamento de manutenção é discutida com o paciente e seu psiquiatra, visando diminuir as chances de recaídas após a interrupção do tratamento. Somos preparados especialmente para a administração da cetamina, visando proporcionar conforto e tranquilidade durante o tratamento, com a garantia de um serviço totalmente capacitado para o atendimento de eventuais intercorrências. Toda a evolução do tratamento é discutida com o psiquiatra que acompanha o paciente, de forma a alinhar com ele os detalhes do tratamento. É importante lembrar da importância de termos um psiquiatra presente durante todo o tempo de aplicação da cetamina, sendo esse um dos grandes diferenciais da Clínica Médica Assis. Existe contra-indicações? A cetamina é um fármaco reconhecidamente seguro, aprovado pelos órgãos de saúde e utilizado há mais de 50 anos na área da saúde. O uso para fins psiquiátricos é feito em doses baixas e, portanto, muito seguras. Além disso, a Cetamina possui um ótimo perfil de tolerabilidade, com poucos efeitos adversos, sendo utilizada pelos pacientes com bastante tranquilidade. Existem pouquíssimas contraindicações à aplicação de cetamina, e cada caso será individualmente analisado pela nossa equipe médica antes do início do tratamento. Fale com o seu psiquiatra Se você tem depressão resistente ou se encontra em uma fase crítica de um episódio de depressão, converse com o seu psiquiatra, ele é o único profissional com o conhecimento técnico e pessoal sobre você capaz de sugerir o melhor tratamento para o seu caso.
Dicas para cuidar da saúde mental e emocional durante o ano

Dicas para cuidar da saúde mental e emocional durante o ano No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 86% da população sofre de algum tipo de transtorno mental, como fobias, depressão, transtornos de ansiedade e personalidade, entre outros. Confira as dicas de como cuidar das emoções, comportamentos e da qualidade das suas relações afetivas: 1. Tire um tempo para vocêEm meio aos compromissos da rotina, é importante parar para respirar. Relaxe e separe um momento do seu dia para fazer algo que você gosta: assistir uma série, fazer uma caminhada, ler um bom livro, dançar. O importante é que a atividade seja prazerosa.2. Busque o equilíbrioTente manter uma organização na realização das tarefas de aula e trabalho, equilibrando as responsabilidades com as atividades de lazer e descanso. Utilizar plataformas de organização e métodos de gestão do tempo podem te ajudar.3. Cuide do corpoPraticar atividades físicas ajuda na liberação de substâncias no organismo que causam as sensações de bem-estar, conforto e melhoram o humor, além de fazer bem à saúde. Lembre-se de dormir bem para descansar o corpo e a mente, além de se hidratar e manter uma alimentação equilibrada. Antes de dormir, evite usar o celular e aparelhos eletrônicos para ter uma noite mais tranquila.4. Mantenha boas relaçõesBusque estar próximo das pessoas que você ama e te fazem bem, como família, amigos e amigas, mesmo que virtualmente. Os bons relacionamentos são fundamentais para a saúde mental e ajudam a fazer com que a vida tenha sentido.5. Procure ajudaPreste atenção em você. Se estiver com dificuldades em lidar com as suas emoções, com a realidade desse momento ou com frustrações, procure uma ajuda profissional. Existem diferentes alternativas de profissionais e serviços de psicologia que podem lhe auxiliar a lidar com os momentos difíceis da vida. Lembre-se que é importante falar sobre saúde mental de janeiro a janeiro.
Síndrome de Asperger

Síndrome de Asperger A Síndrome de Asperger é um dos Transtornos Invasivos do Desenvolvimento, ou seja, uma perturbação neurocomportamental de base genética. Ela está ligada diretamente às dificuldades de interação social, compreensão da comunicação e ao comportamento. Isso não significa que a pessoa com o diagnóstico apresenta retardo na aprendizagem ou no processo cognitivo. Muito pelo contrário: o indivíduo pode manifestar capacidades excepcionais para, por exemplo, a música, o cálculo matemático ou o desenho. Em contrapartida, não é capaz de dominar a linguagem expressiva receptiva. Os sinais da síndrome podem aparecer nos primeiros anos de vida da criança, mas raramente são valorizados pelos pais como algo negativo, especialmente se as manifestações forem leves. A grande maioria dos diagnósticos é feita a partir da fase escolar, quando as dificuldades de socialização ficam mais evidentes. Há causa definida? Muitos cientistas acreditam que a Síndrome de Asperger está relacionada a algum tipo de ‘dano’ no hemisfério esquerdo do cérebro, que forçaria o lado direito a compensar essa ‘falha’. Isso porque as habilidades desenvolvidas pelos portadores da síndrome estão todas relacionadas a esse hemisfério. Já as funções ligadas ao lado esquerdo, como a linguagem e a fala, tendem a ser pouco desenvolvidas. O diagnóstico de uma patologia psiquiátrica só deve ser feito e fechado por um profissional especializado. Ele leva em conta um conjunto de fatores que depende da avaliação minuciosa de um médico. Renovamos o pedido para que não se julgue quem quer que seja precocemente, aumentando a dificuldade e alimentando preconceitos. O transtorno afeta cada criança de forma única e não necessariamente ela irá apresentar todos os sintomas descritos. Há características que são muito comuns: Dificuldade de sociabilização Não compreende metáforas Linguagem rebuscada para a idade Memória excepcional para recordar dados e datas Atos motores repetitivos (tiques) Interesses intensos e limitados apenas por um ou poucos assuntos
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) É um transtorno neurobiológico de causas genéticas que pode ser diagnosticado a partir dos três anos de idade. Caracteriza-se pela combinação de sintomas de desatenção, hiperatividade (inquietude motora) e impulsividade, sendo a apresentação predominantemente desatenta conhecida por muitos como DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Há causa definida? Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina), que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro, como as principais causas do Transtorno do Déficit de Atenção. Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre o assunto. O diagnóstico de uma patologia psiquiátrica só deve ser feito e fechado por um profissional especializado. Ele leva em conta um conjunto de fatores que depende da avaliação minuciosa de um médico. Renovamos o pedido para que não se julgue quem quer que seja precocemente, aumentando a dificuldade e alimentando preconceitos. Avaliando os sinais As crianças devem apresentar pelo menos seis sintomas de desatenção ou seis sintomas de hiperatividade/impulsividade antes dos sete anos Os sintomas devem estar presentes pelo menos há seis meses, ocorridos em dois ou mais ambientes, e não serem provocados por outro motivo Os sintomas devem ser graves o suficiente para resultar em dificuldades significativas em muitos ambientes, inclusive em casa, na escola e no relacionamento com as pessoas Os sintomas de TDAH se dividem em três grupos: Algumas crianças com TDAH são exclusivamente do tipo desatento. Outras podem ter uma combinação de tipos. As que sofrem do tipo desatento são menos perturbadas e muitas vezes não recebem o diagnóstico de TDAH. Sintomas do tipo desatento Não consegue prestar atenção em detalhes ou comete erros resultantes de descuidos no trabalho escolar Tem dificuldade de manter a atenção nas tarefas ou em jogos Parece não escutar quando falamos diretamente com ela Não segue as instruções em sua totalidade e não consegue terminar trabalhos escolares Tem dificuldade de organizar tarefas e atividades Evita ou não gosta de tarefas que demandem manter esforço mental Perde brinquedos, trabalhos, lápis, livros ou ferramentas necessárias com alta frequência Distrai-se facilmente Sofre com esquecimentos frequentes Sintomas de hiperatividade: Mexe as mãos e os pés o tempo todo e não consegue permanecer quieto Levanta-se quando deve permanecer sentado Corre ou sobe em móveis em situações inapropriadas Tem dificuldade de brincar em silêncio Parece frequentemente estar “ligada na tomada” e fala excessivamente Sintomas de impulsividade: Tem dificuldade de aguardar a vez Fala antes que as perguntas sejam completadas Interrompe ou se intromete durante o diálogo ou a atividade dos colegas